Capitulo 19
Já havia passado uma semana desde o coma de Marisa. Tom não comia, mal falava e era raro sair do hospital, mais propriamente do quarto da morena.
Joana – Vai para casa Tom, descansa um bocado. Faz companhia ao Kyle um bocado e depois vens – tentou chamar a atenção – Se ela acordar não vai gostar de ver o estado lastimável em que te encontras.
Tom – Acho que tens razão – olhou a cunhada – Ficas cá?
Joana – Sim, o Bill deve estar a chegar – sorriu fracamente e abraçou o cunhado.
Tom depositou um beijo na testa de Marisa e abandonou o quarto, onde na última semana tinha passado noites e dias completos, á espera duma reacção da sua namorada. Assim que chegou a casa, observou Kyle, no sofá de volta de revistas onde os Tokio Hotel apareciam. Assim que sentiu a presença do pai, correu na sua direcção, abraçando-o fortemente. Tom pegou no menino ao colo e retribui-lhe o abraço. Sentou-se no sofá, ainda com o menino a seu colo e limpou as finas lágrimas que escorriam pela face rosada da criança.
Kyle – E se a mamã não melhorar pai? – o menino soluçava a cada palavra.
Tom – Ela vai melhorar. Daqui a uns dias, ela vai andar por aqui a reclamar para ires tomar banho vai ver – lançou o sorriso mais falso ao filho.
Kyle – Eu sei que ás vezes não obedeço ao que a mãe diz, mas eu não quero que ela vá para o anjinhos - mais lágrimas se formaram nos olhos de Kyle.
Tom – Ela não vai a lado nenhum. Ela vai voltar para ao pé do papá e de ti filho – abraçou o menino, passando a mão pela cabeça do mesmo. Levantou-se, depositando um beijo na testa de Kyle e deixando-o no sofá – Vou tomar um banho e depois vamos comer alguma coisa – o menino assentiu e olhou o pai que também chorava. Tom dirigiu-se ás escadas, começando-as a subir, até ouvir uma voz fininha a chamar por ele.
Kyle – Pai…
Tom – Diz filho – Tom virou-se para o sofá.
Kyle – Se a mamã não conseguir, não me vais abandonar? – Tom sentiu as lágrimas formarem-se nos seus olhos. Tentou ao máximo não as deixar cair em frente ao menino.
Tom – Nunca meu filho – sorriu fracamente e subiu por fim as escadas.
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Depois do banho tomado e de passar algum tempo ao lado de Kyle, Tom voltava ao hospital. Olhou o relógio de pulso e verificou que aquela hora Marisa não recebia visitas. Nem Bill nem Joana se encontravam na sala de espera.
Aproveitou o facto de ter mais autoridade de visitar Marisa, para quebrar a regra das visitas e entrou no quarto onde ela se encontrava. Abriu cuidadosamente a porta e assim que olhou a cama, a morena já não se encontrava lá.
Naquele momento já várias ideias passavam a correr pela mente de Tom. Ou que o pior já tinha acontecido, ou que a tinham levado para fazer exames, ou outra coisa qualquer. Tom sentia o sangue a fugir, sentia o chão a deslizar por entre os seus pés, as suas pernas deixaram de dar sinais de força, fazendo descair no cadeirão, onde haveria passado horas e horas a fio.
- Aceito – uma voz tão bem conhecida por ele, fez-se ecoar no quarto. Num ápice, Tom virou-se para a casa de banho privada do quarto e vislumbrou-a. Vestia as típicas roupas de hospital, mas nem isso lhe tirava a beleza que ela emanava. Tom estava atónito, mas feliz ao ver que aquela máquina já não decidia o destino de ninguém.
Tom – Mas… - Correu até ela e abraçou-a como se fosse a ultima vez que o fizesse. Depositou-lhe um leve beijo no cabelo, enquanto as lágrimas escorriam em ambos os rostos.
Marisa - Eu ouvi tudo o que disseste – quebrou o abraço – O pedido de casamento, as suplicas que todos os dias fazias para que eu não partisse, as promessas que fizeste caso eu sobrevivesse. Senti a tua dor Tom, senti as tuas lágrimas todos os dias a escorreram-me pelas mãos, senti-te a apertar-me as mãos para que eu desse um sinal – Tom limpou a lágrima que escorria á morena com o polegar – Tu e o Kyle, deram-me a força que eu precisava para lutar contra aquela máquina. Eu amo-te e claro que aceito casar contigo.
Tom – Quem te ama sou eu – beijou-a – Nem sabes o medo que eu tive de te perder, cada dia que passava, o meu coração ficava pior ainda. Parecia que se desfazia a cada bip que a máquina fazia. Obrigado meu deus. Amo-te tanto Marisa… - juntou os seus lábios á orelha da morena e sussurrou – Kaulitz…
Ambos quebraram aquele ambiente de tristeza por alegria, e beijaram-se apaixonadamente.
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