Forever and Always – parte 1
Depois de o ter chamado a sua casa, pousou o telefone na mesinha de cabeceira e tomou passo para um relaxante banho, fazendo-a acalmar os nervos e tirando aquele nervoso miudinho que se começara a criar na cabeça da morena. Saiu da cabine, enrolou a toalha ao corpo e com uma outra toalha ensopava a água do cabelo. Um som ecoou pela casa. Era ele. Parou o que estava a fazer, deixou o cabelo cair pelas costas bronzeadas e desceu a passo apressado as escadas, parando e respirando fundo antes de abrir a porta.
Assim que a abriu, deparou-se com ele. Passadas 3 semanas sem o ver, sentir ou tocar, ele estava á sua frente, de óculos escuros postos, calças largas, uma t-shirt d manga á cava justa que dava á rapariga uma bela visão do corpo definido do rapaz, uma camisa preta e as suas simples tranças, desta vez descobertas por qualquer lenço. Notou que a barba do guitarrista estava por fazer, mas não comentou tal facto. Fez noção que ele entrasse e assim o fez.
Fechou a porta atrás de si e quando o olhou, já ele estava acomodado no sofá como fazia enquanto namoravam. Ligou a televisão e sorriu á morena. Ela retribuiu o sorriso e fez noção ao de tranças que se iria vestir. Tentou despachar-se ao máximo, ela já sabia como ele era e se demorasse mais que 10 minutos, ele iria começar a inventar desculpas para se ir embora e ela isso não queria. Desceu as escadas e viu-o ainda a ver televisão.
- Então como correu o concerto ontem? – Falou enquanto se sentava ao lado do guitarrista no grande sofá em L.
- Bem – olhou-a devagarinho – Não foste.
- Eu sei. Tive de ir trabalhar e de certeza que tenho mais oportunidades de ver os vossos concertos. Mas como sabes que não fui? – Retorquiu sem tirar os olhos dos dele.
- A Jenny disse ao Bill e ele disse-me – sorriu e desgrudou o olhar dela, colocando-o na televisão.
- Só podia – levantou-se e dirigiu-se á cozinha. Abriu o frigorífico, tirando uma garrafa de água gelada e bebendo-a. Encostou-se á bancada e olhou para o chão. Sentiu as lágrimas a formarem-se nos seus olhos, mas tentou ao máximo controla-las. O guitarrista já a conhecia bem e tinha a certeza que se ele a olhasse nos olhos iria dizer que ela esteve a chorar – Porque? – Retorquiu baixinho.
- O quê? – Ouviu a voz grave dele. Olhou-o encostado á ombreira da porta, de mãos nos bolsos.
- Porque é que fazes isto? – Confrontou-o.
- Isto o quê? – Fez-se de desentendido.
- Isto. Fico sem te ver 3 semanas, não dizes nada, mandas uma ou duas mensagens de três em três dias, quando te ligo para vires cá vens logo porque já sabes onde é que acabamos sempre. Eu fui tua namorada Tom, não fui uma porca que levaste para a cama – era inevitável. As lágrimas nos olhos dela já caiem que nem água de cascata.
- Quando acabámos eu deixei claro que era definitivo Phoebe. Porque isto agora? – Ela gelou.
- Se é assim não estás aqui a fazer nada. Espero que sejas feliz – virou-se de costas. Sentiu umas mãos a tocarem-lhe nos braços, tal toque que a arrepiou toda.
- É isso que queres?
- Achas que sim? – Virou-se brutamente – Tu é que me obrigas a isto Tom, tu e mais ninguém.
- Eu ainda te amo – depositou-lhe um beijo na testa e abandonou a cozinha. A morena ainda estava congelada com a afirmação de Tom, mas logo despertou e seguiu atrás dele impedindo-o de sair de casa.
- Não vás – ele virou-se e olhou-a nos olhos – Peço-te – mais uma vez as lágrimas formaram-se na face dela.
- Dá-me uma razão para eu ficar Phoebe – olhou-a nos olhos. Ela abraçou-se a ele, como se não houvesse um amanhã, apenas o abraçou, acabando ele também por retribuir o abraço.
- Amo-te – fungou e olhou o guitarrista – Isso chega Thomas Kaulitz – sorriu e logo ele a beijou.
Mais uma vez deixaram-se envolver como quando namoravam. Parecia que tudo era igual como quando namorava, ela sentia-se completa sempre que ele a possuía. Sentia-se amada e protegida, sentia-se mulher mais uma vez. Ambos atingiram o auge juntos e deixaram-se ficar na cama, acabando por adormecer depois.
Acordou. Não sentia nenhuma presença na cama. Pensou que tivesse ido tomar banho, mas a sua roupa já não estava no chão do quarto de Phoebe. Observou uma carta na almofada e apressou-se a lê-la:
“ Não me consegui despedir de ti. Estávamos tão bem que nem tive a coragem de te dizer que íamos a Paris e depois Milão para dois concertos. Desculpa não ter dito nada, mas sabia que se o disse-se, irias ficar chateada e eu não queria estragar o clima que se criou ontem.
Tinhas razão em relação aquilo que me disses-te ontem, fui estúpido e idiota contigo e só espero que me consigas perdoar.
Ontem fizemos amor sem preservativo, por alguma razão foi. Não tomes, nem faças nada enquanto eu não voltar. É nosso e foi feito com o nosso amor.
Amo-te Phoebe Halliwell, forever and always”
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